Damares Alves: a técnica, sem fisiologismo, para defender a vida e a dignidade da pessoa humana

Rubens Teixeira e Paulo Teixeira

Damares Alves foi escolhida ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos por ser uma técnica e atuante nos temas pertinentes. É advogada, palestrante com atuação em todo o território nacional, com coragem, exemplo que falam muito mais alto que seu discurso. As ideias que defende com palavras, atos, muito esforço e risco estão em plena consonância com o discurso que o presidente eleito apresentou em sua campanha. Ela tem falado para milhões de pessoas há anos acerca de muita coisa que espelha o projeto escolhido nas urnas.

Somos evangélicos e técnicos, com atuação política, mas defendemos o distanciamento da influência da técnica e da política na nossa fé. A fé cristã não precisa de política. Nós cristãos, seguimos a Cristo. E isso nos basta. Evidentemente, que nossa formação cristã influencia nosso pensamento filosófico, jurídico e sociólogo. Mas essa influência de pensamento não pode ser traduzida em fisiologismo político religioso. A sociedade reprova isso, felizmente, e os maus tentam apregoar que ocupamos cargos por conta da nossa fé. Não queremos isso para nós, para a nossa família, para o nosso país e para ninguém.

É inimaginável que evangélicos venham pleitear cargos apenas por serem evangélicos. Isso seria uma espécie de fisiologismo religioso que destruiria o tecido social do Brasil e prejudicaria a administração pública. Seria uma péssima maneira de apresentar uma fé que, em tese, não deveria aceitar qualquer espécie de confusão entre seus fundamentos e os republicanos.

A República tem como pilar o Estado Laico. Isso quer dizer que cristãos, evangélicos e católicos, e todos os demais religiosos, e sem religião, têm a proteção Estatal para defender a sua fé, ou ausência dela, mas jamais querer se impor politicamente para garantir cargos etc.

Políticos e líderes evangélicos dariam um péssimo exemplo para o país, caso agissem de forma fisiológica usando a bancada evangélica. Não seria salutar que religiões se organizassem politicamente para brigar por cargos. Ou senão, se quiserem entrar nesta seara, fundem seus partidos políticos e admitam suas intenções. Mas atentem para o fato de que, agindo de forma fisiológica, estão indo na contramão do que a sociedade espera do presidente Bolsonaro.

Na fé cristã não há “caciques” nem “índios”, que me permitam, respeitosamente, os indígenas a usar esta terminologia. Há um Rei dos reis e Senhor dos senhores: Jesus Cristo. Evangélicos não são obrigados a seguirem a orientação política de seus líderes porque estamos em um país democrático. Até porque vários já orientaram votos em muitos governantes e parlamentares que hoje são presidiários. Lógico que alguns líderes podem ter feito isso de forma inocente ou desatenta.

É inimaginável a ideia de que a bancada dita evangélica estaria representando o fisiologismo político. Certamente isso não fará consenso na própria bancada formada por tantos cristãos sérios e fiéis a Cristo. Até porque o povo evangélico, em sua maior parte, não votou em Bolsonaro por conta de seus líderes e deputados. Vários deles só declararam apoio ao presidente eleito depois que a onda Bolsonaro foi aderida pela maioria dos evangélicos que identificaram, no então candidato, o que mais representava a defesa de princípios cristãos e expectativa de mudanças, em especial na forma de fazer política, como combate ao fisiologismo político na distribuição de cargos. Por isso, apoiemos Damares Alves porque ela é técnica, atuante, e dá exemplo. Não por fisiologismo.