Sou obrigado a GOSTAR do CARNAVAL ou do NATAL para TRABALHAR bem nestes períodos? O que de fato precisamos por aqui?


Por Rubens Teixeira

 

Já fez essa pergunta a profissionais que trabalham nas emergências de hospitais? Ou a policiais? Ou a bombeiros? Ou a guardas municipais? Ou mesmo a outros profissionais que interagem com o público de um modo geral, como agentes de trânsito e fiscais?

Nenhum governante ou cidadão é obrigado a gostar ou desgostar de qualquer evento ou festa religiosa, filosófica ou tradicional. Demonstrar gosto ou desgosto no exercício da função, pode agradar a uns e desagradar a outros. Ou seja: divide.

Em um momento de festa ou comemoração, mesmo que em data tradicional, não reina no seio da sociedade um sentimento de unanimidade de opinião. Por isso, um governante, em qualquer circunstância, deve trabalhar para garantir o bom funcionamento da cidade e o bem estar de todos.

Um governante que vira carnavalesco no carnaval e fiel cristão no Natal pode evidenciar que é um grande hipócrita ao longo do ano. Talvez não goste de uma coisa e nem de outra. Pode estar lhe faltando uma das principais virtudes para uma pessoa pública: a HONESTIDADE.

Se um governante cristão comemorar o Natal de forma efusiva e achar que todos deveriam fazê-lo, pode ser que desagrade inclusive cristãos que se firmam na ideia de que esta comemoração (Natal em 25 de dezembro) é pagã. Isto porque no meio teológico cristão é forte a hipótese de que Jesus Cristo teria nascido em abril.

Portanto, em um país devastado pela corrupção, clama-se por governantes honestos, não carnavalescos ou que se dizem cristãos: mais de 90% dos brasileiros são cristãos. E Jesus Cristo não tem nada a ver com essa desgraça que foi construída por aqui.

Talvez, se fizer uma pesquisa, haverá mais pessoas que devem gostar do Natal do que do Carnaval. Isso quer dizer que qualquer governante tem que saber cantar cantigas de Natal? E se ele for judeu, muçulmano, ateu, cristão que não sabe ou não gosta de cantar etc.? Deverá ser hipócrita e enganar a todos?

Os que executam um trabalho com excelência para a cidade, em qualquer momento, mostrando sinceridade, estes são os vocacionados para construir um país melhor. O político sambista para o Carnaval e ao mesmo tempo um bom cristão para o Natal, pode ser que também seja honesto perante os honestos e corrupto perante os corruptos. Ele muda com as circunstâncias: falta-lhe identidade pessoal e de pessoa pública.

Para mudarmos o Brasil, não precisamos de governantes animadores, mas de gestores honestos, competentes e que tenham coragem e firmeza para enfrentar os males que corrói a esperança e o futuro dos nossos irmãos brasileiros. Tenho certeza que podemos mudar o Brasil e fazermos dele uma grande nação. Vamos mudá-lo.

Para isso, nós brasileiros precisamos ter mentes de primeiro mundo. Vamos lutar por isso. Nós podemos fazer do nosso país um lugar melhor para nós e para as futuras gerações. Isso não se fará com cinismo e nem com hipocrisia, mas com sinceridade, honestidade, transparência e muito trabalho.

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