MENTIRAS governistas e VERDADES omitidas sobre a CPMF

RUBENS TEIXEIRA

Eis a pior das MENTIRAS acerca da CPMF que precisa ser desmascarada: “a CPMF é democrática e todos pagam igual”. Mentira. Se você ganha R$ 3.000,00 e gasta todo este recurso por mês, você paga CPMF em cima de todo este valor. Uma pessoa que ganha R$ 10.000,00 e gasta R$ 3.000,00 por mês, só paga em cima do que movimenta. Ou seja, R$ 7.000,00 estarão intactos. Enquanto você pagará em cima de todo o seu salário, a outra pessoa pagará em menos de 50% do dela. image

A pior forma de resolver o problema de um perdulário (esbanjador) é dando mais dinheiro para ele. É como dar corda para ele se enforcar.  Todo perdulário é assim. Acha que as desgraças que ele causa é culpa dos outros. Então as outras pessoas têm que ajudá-lo a pagar a pensão para o filho dele para que o esperto não seja preso, pagar as contas do preguiçoso esbanjador “pobre coitado” porque o malandro não pára em emprego porque não gosta de cumprir horário, não cumpre ordens e não cumpre nada. Normalmente quando se trata de um perdulário estelionatário, ele usa suas artimanhas para convencer e sensibilizar suas vítimas e arrancar dinheiro delas com chantagens etc.

As pessoas de boa fé e sensatas quando se endividam por circunstâncias adversas, cortam custos, criam alternativas para não serem mais pesadas às demais. A última alternativa é tentar tirar dinheiro dos outros, emprestado, dado etc. As pessoas de boa fé têm vergonha na cara. Os governos são idênticos.

Aumentar impostos sem cortar milhares de cargos desnecessários em várias esferas é um insulto. Por conta da crise, muitas empresas estão fechando as portas, outras reduzindo seu faturamento, o que tem promovido demissões em massa. Isso está levando a uma asfixia nos orçamentos familiares. Os que se mantém empregados acabam por socorrer os mais próximos desempregados. Daí o governo quer sobrecarregar ainda mais as empresas e cidadãos com maior carga tributária (CPMF)? O resultado será o fechamento de  mais empresas e provocar mais desemprego: óbvio. Sem contar o efeito inflacionário do imposto que as empresas repassarão aos consumidores.

O governo quer aprovar a CPMF, mesmo com tanta gente que trabalha perdendo seu emprego, mas não quer retirar salário de milhares de sanguessugas que não trabalham, ou trabalham mal, sem compromisso com qualidade na prestação dos serviços públicos, e recebem pontualmente seus salários por serem apadrinhados de políticos em diversos órgãos da administração pública em que esta patifaria é permitida e “legalizada”. Ou seja, um jogo sujo, uma administração que investe nas baixarias mais reprováveis na política e na ineficiência de um país embicado para baixo e que tenta ficar de pé.

Isso mostra um comportamento irresponsável de um governo que não quer cortar gastos e viver com o mínimo, como faria qualquer gestão pública ou privada séria. Quer arrumar mais dinheiro para manter seu padrão esbanjador e não se preocupa de verificar a eficiência dos seus gastos. Os programas sociais estão funcionando no Brasil há tempo suficiente para que se mostre relatórios para a sociedade acerca dos benefícios alcançados e das evoluções que propiciaram na vida das pessoas. E não são depoimentos individuais que o país precisa, como as armações feitas em muitas campanha eleitorais. Tem que ser estudos científicos com dados estatísticos.

O governo tem que demonstrar se as crianças e jovens destes programas tiveram evolução significativa em sua vida estudantil, se os pais progrediram profissionalmente e se a região onde há concentração do programa foi desenvolvida economicamente. Deve ainda demonstrar se houve desvios, em qual percentual o programa foi mal utilizado, se há pessoas que se recusam a trabalhar para manter-se no programa, mães que engravidam para colocar os filhos no programa e abandonam seus filhos na rua, recursos do bolsa família que foram utilizados com bebidas alcoólicas e outros vícios, etc.

Deve limitar também o programa, como é feito com o seguro desemprego e os benefícios previdenciários, para obrigar os beneficiários a esforçar-se para se colocar no mercado. Não faz sentido o que trabalha ter poucos meses de auxílio desemprego, quando demitido e atende os requisitos (que se tornaram mais rigorosos recentemente), e o que não trabalha tem benefício quase “vitalício”.  Além disso, deve dizer quais as punições foram aplicadas a pessoas que fizeram mau uso do programa. Essa auditoria e fiscalização permanente deveria estar acontecendo em todos os programas sociais, pois os recursos que sustentam estes programas são de toda a sociedade.  Aonde estão os relatórios de gestão do bolsa família e demais programas com estes dados?

Caso não faça esta avaliação, fica a ideia de que o governo está usando estes programas como objeto de manipulação para manter-se no poder e encabrestar as pessoas como reféns que mês a mês se dobrarão ao benfazejo Robin Hood governo que, por tudo que estamos assistindo no país, não se preocupa de articular-se com quem quer se seja para atingir seu objetivo supremo: manter-se no poder. Por isso, vamos ficar de lupa em cada senador e deputado para ver se vão se dobrar ao governo, sejam por que razões apresentem, sem antes cobrar-lhe esclarecimentos de quais cortes foram feitos e em que medida está sendo verificada a eficiência dos seus gastos.

Por último, a reforma da previdência em nada ajudará os cofres do governo no curto prazo. Portanto, toda essa movimentação é para mostrar “empenho” e certamente ajudará a desviar a atenção dos desatentos de tudo que foi exposto acima. Não perca o foco. Querem tirar nossa percepção do que realmente é o assunto na mesa: aprovação a qualquer custo da CPMF para o governo não precisar fazer a gestão dos nossos recursos com mais diligência e cuidado.

Ouça a minha entrevista na Rádio Tupi sobre o tema: CLIQUE PARA ASSISTIR

 

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